19 de fevereiro de 2020

Sessões de divulgação | Novos Concursos para Empresas dos Territórios de Baixa Densidade



A Autoridade de Gestão do Centro 2020, no âmbito da promoção da coesão territorial e da promoção da valorização do interior, lançou um conjunto de Avisos de Concurso para promover a atração de novos investimentos empresariais e a criação de emprego nos territórios do interior, bem como a inovação empresarial através da realização de atividades de investigação industrial e de desenvolvimento experimental, no contexto de projetos em copromoção entre empresas do interior e entidades do Sistema de I&I.

Neste contexto, vão realizar-se, nos próximos dias 27 e 28 de fevereiro, quatro sessões de divulgação dos novos Avisos de Concurso para as Empresas dos Territórios de Baixa Densidade (Inovação Produtiva e I&D Empresarial em Copromoção).
  • 27 fevereiro |10h00-12h30 | Viseu | Auditório da AIRV - Associação Empresarial da Região de Viseu
  • 27 fevereiro |15h00-17h30 |Guarda |Auditório do NERGA - Núcleo Empresarial da Região da Guarda 
  • 28 fevereiro |10h00 -12h | Castelo Branco | Auditório da AEBB-Associação Empresarial da Beira Baixa 
  • 28 fevereiro |15h00 -17h30 | Tomar | Auditório da Biblioteca Municipal de Tomar 

Faça a sua inscrição Aqui


18 de fevereiro de 2020

04 março | Abrantes | Sessão de Esclarecimento "Requisitos legais da atividade-rotulagem"

A Associação para o Desenvolvimento Integrado do Ribatejo Interior (TAGUS), promove em parceria com a Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE), no dia 4 de março, com início às 11h00 no edifício do antigo GAT, uma Sessão de Esclarecimento sobre a atividade de Produtores e Artesãos-Requisitos legais da atividade-rotulagem. 

Esta iniciativa é gratuita e dirige-se aos pequenos produtores agroalimentares e artesãos. A sessão, com duração de cerca de hora e meia a duas horas, irá abordar questões, como a rotulagem dos géneros alimentícios de produção artesanal, licenciamento das instalações de produção, letreiros e dísticos a afixar em função da modalidade de venda praticada, entre outros. Para participar nesta formação, deve ter intenção ou já ter atividade aberta na área dos produtos agroalimentares ou do artesanato num dos concelhos de intervenção da TAGUS, Abrantes, Constância ou Sardoal. 

A participação é gratuita, mas com inscrição obrigatória. 

Para efectuar a inscrição e obter mais informações, consulte o website www.tagus-ri.pt.


17 de fevereiro de 2020

19 fevereiro | Guarda | Workshop: Incentivos Fiscais e Financeiros


A Associação Empresarial da Região da Guarda (NERGA) promove em parceria com a consultora PWC, um workshop sobre Incentivos Fiscais e Financeiros, que irá decorrer na próxima quarta-feira, dia 19 de fevereiro, com início às 14h30, nas instalações do NERGA na cidade Guarda.

Programa:
14h35 - Incentivos fiscais
Benefícios ao investimento: RFAI, DLRR, SIFIDE, Benefícios fiscais contratuais
Benefícios à contratação: CLE, Dispensa Total ou Parcial de Contribuições para a Segurança Social
Benefícios à capitalização: RCCS, Programa Semente, Incentivo à Recapitalização das Empresas
Benefícios relacionados com a territorialidade: Instalação de Empresas em Territórios do Interior 

16h15 - Coffee-break

16h30 - Incentivos financeiros
Sistema de incentivos: I&D Tecnológico, Inovação Empresarial e Empreendedorismo, Qualificação e Internacionalização das PME

17h15 - Q&A

17h30 - Encerramento

A inscrição é gratuita mas obrigatória. Faça Aqui a sua inscrição.


13 de fevereiro de 2020

Novo programa de capacitação empresarial | In-House Training


In-house Training é o novo programa de capacitação organizado pelo Turismo de Portugal. A ser executado em contexto organizacional, destina-se a empresários, gestores e empreendedores do setor do turismo com poder de decisão nas suas organizações, que pretendam reforçar competências e obter experiências de aprendizagem flexíveis, práticas e customizadas. 

A 1ª edição, com o tema “Desenvolver Estratégias de Negócio Competitivas”, tem lançamento previsto para 2 de março de 2020, com participação limitada a 15 empresas que podem propor até dois participantes. 



11 de fevereiro de 2020

27 fevereiro | Techstars Startup Weekend Lisbon 2020: Bootcamp in Coimbra


O NEST - Centro de Inovação em Turismo Portugal e o Techstars Startup Weekend Lisbon Tourism vão dar um workshop noturno para explicar tudo sobre a indústria do turismo.

O Instituto Pedro Nunes (IPN) vai acolher o Bootcamp da Techstars Startup Weekend Lisbon 2020, no dia 27 de fevereiro, a partir das 18h30, no bar da Incubadora (edifício C).

Programa:

18h30 - 19h00: Check In

19h00 - 19h30: Tourism Challenges by NEST - apresentação do estado de arte do sector e dos principais objetivos que o sector do Turismo enfrenta por parte do Diretor do Centro de Inovação Turística, Roberto Antunes.

19h30 - 20h00: How to Start a Startup by Startup Weekend Organizers - explicação do evento e das metodologias aplicadas

20h00 - 20h30: Q&A & e Networking

O evento é gratuito mas sujeito a inscrição aqui


6 de fevereiro de 2020

Uma manhã (e duas vidas) em busca dos veados da Serra da Lousã


São oito horas da manhã quando começamos a subir a Serra da Lousã. Com um ou outro solavanco, o jipe vai superando os obstáculos de um estradão acidentado de terra, inacessível às viaturas comuns. Ao volante está Alfredo Mateus, criador da Veado Verde – Green Deer, empresa de animação turística que organiza passeios na natureza para observar veados e outras espécies selvagens no seu habitat natural. Há mais de 20 anos que explora a serra e observa a sua fauna. A experiência acumulada permite-lhe dar uma garantia aos clientes. “Vamos ver veados de certeza”.

Tenho a frase apontada e sublinhada no caderno. Não por incredulidade, mas porque me causa algum espanto. Até há um par de anos nem sequer sabia que havia veados na Serra da Lousã. São seres selvagens e a serra é enorme, prolonga-se por 4200 hectares e tem uma altitude máxima de 1202 metros. Não será demasiado arriscado fazer esta promessa? Alfredo sorri com a questão. Está habituado a ela. E habituado à resposta, raramente verbalizada, quase sempre visual. Após alguns instantes em silêncio, trava o jipe com cuidado e faz um aceno com a cabeça. Numa pequena clareira rodeada por árvores, dois veados deambulam tranquilamente em redor de um arbusto. Estamos há 10 minutos na serra e a promessa já está paga.


“Tenho de mudar de vida”. Há anos que o pensamento se repetia na mente do informático conimbricense. Sentia-se cada vez mais sufocado pelo stress e pelas horas trancado no escritório, na companhia de bytes e Kilobytes. Nessas alturas, rumava ao seu refúgio do costume, a Serra da Lousã. Após algumas horas de caminhada, passeio de mota ou jipe nessa imensa mancha verde, sentia-se sempre revigorado. O sentimento era partilhado pela mulher, Claudina Mateus, que geria o seu próprio centro de explicações. Com os anos, o pensamento foi-se transformando. De intenção, passou a promessa, cumprida em 2018. Despediu-se, decidiu que a serra seria o seu novo gabinete e inscreveu-se no programa de aceleração Tourism Creative Factory, realizado na Escola de Hotelaria e Turismo de Coimbra. “Foi aí que conseguimos definir e estruturar toda a nossa atividade”. Nessa Primavera, convidou um casal amigo para testar o conceito. A alegria com que viveram a experiência motivou-o. Afinou detalhes e no Verão recebia os primeiros clientes: Um casal búlgaro. “Foi relaxante, pedagógico e muito agradável”, escreveram no Tripadvisor. A primeira de muitas críticas (exclusivamente) positivas.


“Olha ali, olha ali, mais três!”, exclama Claudina, entusiasmada, à medida que três veados saem da densa vegetação e se juntam aos outros. Alfredo sorri. “Já antecipava que havia grande probabilidade de os encontrar neste local”. Aproximamos-nos, passo a passo, até que, num curioso movimento uníssono, os cinco animais erguem os focinhos na nossa direção. “Nunca sabemos quem observa quem, se nós a eles ou eles a nós”. O escrutínio dura alguns segundos até que, no preciso instante em que trocava as objetivas da máquina fotográfica, os veados decidem voltar a mergulhar nas profundezas da serra. “Vamos ver mais”, assegura Alfredo, com uma palmada no meu ombro.


Prosseguimos viagem. Após uma longa subida, deparamos com uma árvore caída no trilho, vítima da tempestade Glória. À medida que o jipe contorna o obstáculo e entra no mato, um corço passa a correr mesmo à nossa frente. “Um duende da floresta”, diz Alfredo. “Esse é um dos nomes que as gentes da serra lhes dão”. A presença dos corços e veados nestas paragens remonta há séculos e está bem presente nas histórias que passam de geração em geração nas povoações da montanha. É uma espécie autóctone da região, que esteve extinta durante 200 anos. Em 1995 foi reintroduzida pelo Departamento de Biologia da Universidade de Aveiro. Até 2004 reintroduziram 120 animais. “Hoje, há mais de três mil", afirma Alfredo, salientando tratar-se do “caso de maior sucesso de reintrodução de uma espécie na Europa".


“O corço é uma presença quase mística na serra”, refere Alfredo, referindo-se à alcunha. “É menos corpulento do que os veados, é mais esquivo, mais difícil de ver, esconde-se muito na floresta”. Explica também que estes animais têm uma forma peculiar de correr, “aos saltinhos”, e que muitas pessoas também lhes chamam “as cabras do monte”.


O relógio marca 8:44 e o altímetro 900 metros. “Estamos num dos pontos mais emblemáticos da serra”, afirma Alfredo, antes de desligar a ignição. Saímos do jipe e deparamos com uma ampla colina, com um rústico posto de observação de incêndios construído em madeira. Avistam-se duas aldeias de xisto alojadas nas encostas das montanhas, tal como o ponto mais alto da serra, Trevim, onde se situa o célebre (e amplamente fotografado) baloiço panorâmico. “Em dias limpos, conseguimos ver o mar daqui”.


O vento frio funde-se no sol quente da manhã e produz uma sensação aprazível. “Imagine se estivéssemos entre o fim do Verão e o princípio do Outono”, afirma Alfredo. “Nessa altura, isto é mágico!”. Não se refere à temperatura nem aos tons outonais. É nessa altura que ocorre a brama, o período reprodutivo dos veados, onde os machos escolhem locais descampados e tentam captar a atenção das fêmeas com vigorosos bramidos. “Eles elegem este sítio porque é um ponto elevado, onde o som se propaga com facilidade”. Nitidamente entusiasmado, Alfredo prossegue: “Imagine-se aqui ao amanhecer, com o sol a romper um manto de nuvens aos nossos pés, os tons rosas, azuis e amarelos no céu. E ouvimos bramidos um pouco por toda a serra. Um veado brame ali, outro responde um pouco mais ao fundo, do outro lado responde outro, é emocionante, um espetáculo imperdível da natureza”.
Nessa altura, tal como nas manhãs de Verão, o arranque de Coimbra é às 06:30, de forma a poder usufruir do nascer-do-sol na serra. “Eu sei que madrugar causa algum desconforto, mas depois de estar aqui, a magia destes momentos compensa tudo”, assegura.


Após alguns minutos a percorrer a estrada de terra que atravessa um bosque serrado, chegamos ao local onde nos aguarda uma das surpresas da tour. “Há várias”, frisa Alfredo. Junto a um carvalho enorme, está uma casa em ruínas. “Bem-vindo à Catraia da Ti Joaquina”. Uma casa completamente isolada na serra onde há cerca de 100 anos vivia uma senhora que acolhia os viajantes, dando-lhes abrigo e alimentação. “Na altura as pessoas viajavam a pé e estamos num cruzamento de trilhos que ligam várias povoações, como Castanheira de Pera, Lousã e Miranda do Corvo. Por vezes, eram apanhadas por tempestades e precisavam de um sítio para pernoitar, uma bebida quente, uma sopa.”, diz Alfredo. Claudina acrescenta: “As pessoas até acabavam por fazer um pouco de tudo aqui, os pastores tosquiavam as suas ovelhas, as pessoas trocavam produtos entre si; isto tornou-se um entreposto comercial”. Sorri e acrescenta: “Há até uma placa ali ao lado que identifica este local como o primeiro posto de turismo da Lousã”.
Estas ruínas ocultam dois acontecimentos caricatos. Um é relativo à própria Ti Joaquina e o outro envolve uma individualidade ligada a Coimbra. Ambas as histórias são para descobrir no passeio.


O jipe continua a galgar terreno pelos trilhos da serra. Num pequeno declive enlameado, Alfredo reduz a velocidade e deixa a viatura descair devagarinho. Faz um sinal para sairmos em silêncio. Estamos numa zona conhecida como o ‘Vale das Bétulas’. Após alguns metros a pé, direciona-nos o olhar para um pequeno pinhal, onde sete veados vasculham a vegetação em busca de alimento. Subitamente, erguem as cabeças, observam-nos por alguns segundos e regressam ao seu pequeno-almoço. “Devem ter concluído que não somos uma ameaça”, refiro. Alfredo sorri e responde: “Já tinham concluído isso há muito tempo”. Perante o meu ar intrigado, acrescenta: “Há um velho ditado índio que diz: ‘A águia vê, o urso cheira, o veado ouve’. Eles têm um sentido de audição muito apurado, muito antes de os conseguirmos ver, já estão alertados para a nossa presença”.


De regresso ao jipe, questiono Alfredo sobre os hábitos alimentares destes animais. “É simples, comem tudo!”, afirma, perentório. “Até flores das giestas já os vi comer. No tempo da fruta, descem às aldeias mais próximas e ‘assaltam’ os pomares. No resto do ano, ‘assaltam’ as hortas e os jardins. Só não gostam de eucalipto”.


Os passeios da Veado Verde são também complementados por visitas às Aldeias do Xisto, incluindo aldeias em ruínas, como Cadaval Cimeiro. É nesta última que estamos, absortos pelo silêncio e por paredes de granito que há muito deixaram de abrigar vidas. No entanto, uma vez por ano, a vida regressa à aldeia. “Os antigos habitantes e os seus descendentes continuam a celebrar a festa anual da aldeia junto à sua capela”, diz Alfredo. “Todas estas atividades na serra fazem parte da informação histórico-cultural que damos aos nossos clientes nos passeios mas, sempre que possível, associamos-nos a estas festividades e organizamos passeios que as incluam”, Acrescenta. Dá alguns exemplos: A Alambicada na Aigra Velha, o Encontro dos Povos Serranos no St.António da Neve ou o Carnaval Serrano na Aigra Nova.


A meio da manhã, “é altura de um chá”. Alfredo revela que vamos a uma aldeia de xisto que também já esteve ao abandono, tendo sido recentemente recuperada: Gondramaz. A caminho, encontra uma cara familiar. “Olha o senhor Mário”. Desce o vidro e o rosto bonacheirão projeta-se para dentro do jipe. “Vamos a minha casa beber uma ginja”. Antes de alguém conseguir esboçar uma resposta, acrescenta: “É ginja de categoria, até levanta mortos!”.
“Tem de ficar para a próxima, senhor Mário”, diz Alfredo. “Vamos ao Mountain Whisper, apareça lá”.
O jipe regressa à estrada, com a silhueta simpática a acenar no retrovisor. “Estas pessoas dão autenticidade ao passeio, são generosas e oferecem tudo o que têm. Os turistas adoram conhecê-las”.


Sentamos-nos nas mesas de madeira de castanheiro. O Mountain Whisper é mais do que um bar. Em 2014, um casal conimbricense/leiriense decidiu mudar-se para a Serra da Lousã. Margarida Amaral e André Beato recuperaram sete casas em ruínas e converteram-nas em unidades de alojamento. Hoje, é um audacioso empreendimento que reúne turismo rural com diversas experiências turísticas, como atividades em família, desportos de aventura, workshops e eventos culturais.

Foto: Mountain Whisper

“Estas aldeias apaixonam todos os turistas estrangeiros. Os brasileiros dizem que querem viver aqui”. Alfredo já trouxe 18 nacionalidades diferentes à serra. Durante um chá de cidreira apanhada no quintal, partilha alguns episódios engraçados. Os canadianos que dizem que a floresta da Lousã se assemelha imenso às da sua terra natal; os chineses que vivem a aventura eufóricos e adormecem sempre na viagem de regresso; a família israelita que lhe disse que o passeio tinha sido o ponto alto dos 15 dias de viagem por terras lusas. Os sotaques mudam, mas as reações e as emoções são muito similares. “As pessoas ficam espantadas quando descobrem que temos uma floresta destas, com tanta vida selvagem, tão próxima de uma cidade como Coimbra”.

Para além dos veados - “garantidos”- Alfredo revela que podem ainda acontecer “avistamentos bónus” de javalis, texugos, ginetas, esquilos. Ou raposas. “Para as raposas não é preciso ir muito longe”, afirma, com um sorriso matreiro. Tal como os veados visitam os quintais, há uma raposa que ganhou o hábito de vir ao jardim do estabelecimento, comer a comida do gato. Foi apelidada de Rapunzel e é uma atração entre os hóspedes da Mountain Whisper.

A "Rapunzel" / Foto: Mountain Whisper
O trilho serpenteia pela encosta da montanha, com o musgo a misturar-se no manto acastanhado de folhas caídas. Vamos a um dos locais secretos de Alfredo. “Um segredo escondido da serra”. Durante o percurso, avistamos um veado a alguns metros do caminho. A visão recorda Alfredo de um episódio caricato, com uma turista espanhola. “Veio pela visita às aldeias, estava encantada com elas, mas não acreditava que íamos ver veados: ‘Cervos no, no lo vamos a ver”. Instantes após a frase, um enorme veado macho saltou do mato, a poucos metros do jipe. “Deu um grito enorme, ficou histérica com entusiasmo”.


“Isto é a ‘varanda’!”, afirma Alfredo. Trata-se de um pequeno planalto que se alcança por um estreito carreiro de terra e pedras, escondido pela vegetação. “Somos os únicos a vir aqui”. O local permite contemplar um profundo vale e várias encostas das elevações desta serra. À distância, avistam-se três veados, um macho e duas fêmeas. Alfredo retira os binóculos da mochila. “Não é ele”. Refere-se ao ‘Golias’, um macho “corpulento e com hastes de sete pontas lindíssimas”, que costuma avistar com frequência neste e noutros pontos da serra. “Reconheço-o facilmente porque tem umas cicatrizes características no focinho. Tem um à-vontade incrível connosco, permite aproximações como mais nenhum veado permite; já me aconteceu estar tão perto dele que quase fui tentado a fazer-lhe uma festa”.

O "Golias" / Foto: Veado Verde
Questionado sobre a expressão “hastes de sete pontas”, Alfredo dirige-se a um pinheiro próximo. “Está a ver estas marcas no tronco? As hastes dos veados machos caem todos os anos e voltam a crescer no Inverno. Todos os anos, por norma, cresce uma ponta a mais, por isso é que se consegue saber mais ou menos a idade de um veado contando a ponta que as hastes têm. Convencionou-se chamar ‘veados de sete pontas’ aos mais velhos e maiores”. Após uma ligeira pausa, acrescenta: “Durante a brama eles roçam-nas nos troncos ásperos dos pinheiros, para deixar marcas territoriais e também para libertar a pele aveludada que acompanha o seu crescimento”.

Sentado na vegetação, arrumo as objetivas no saco da máquina fotográfica, enquanto observo Claudina e Alfredo à distância.
Vejo-os na sua varanda. De shemagh ao pescoço e com a brisa nos cabelos, lado a lado a usufruírem de mais um dia no seu novo quotidiano, mais uma quarta-feira no seu novo ofício.


Ainda no jipe, Alfredo falou dos desafios do empreendedorismo, esse “sonho bonito” na cabeça das pessoas, que requer imensa “coragem e dedicação” para materializar. “Fizemos rigorosamente tudo, desde estudo económico, marketing, desenvolvimento do website, folhetos, cartões, até alguma mecânica e preparação do jipe”. Essa polivalência dotou-os de “alguma independência” em relação a terceiros para concretizar tudo o que tinham idealizado. O tempo faz o resto. “Quando começamos a ver resultados desse esforço e desse empenho, sentimos-nos ainda mais felizes por ter tomado esta decisão”.

Aproximo-me, faço a derradeira questão. “Conseguem imaginar-se no capítulo anterior das vossas vidas?”. Ambos sorriem, olham um para o outro, com os rostos banhados de sol. Alfredo encarrega-se da resposta. “Não temos qualquer vontade em voltar. Este contacto com a serra, com as suas gentes, com a natureza, com a vida selvagem, tudo isso transmite-nos uma tranquilidade e uma paz de alma muito grande. É isso que valorizamos neste momento das nossas vidas”.


Na viagem de regresso, já com o alcatrão a substituir as estradas de montanha, é Alfredo que me observa. Os meus sorrisos quando revejo as fotografias; o meu caderno, onde planeava apontar os avistamentos dos veados e que acabou por ser abandonado no tablier, por rapidamente lhes ter perdido a conta; o meu semblante ensolarado. “É isso!”, afirma, entusiasmado. “É essa a maior satisfação. Ver no rosto dos nossos clientes que eles vão para casa de alma e coração cheios com tudo o que viram e sentiram nas horas que passaram connosco”.

12 fevereiro | Coimbra | Turismo de natureza: preparação, autoproteção e segurança face a incêndios rurais



Agência para Gestão Integrada de Fogos Rurais  (AGIF), em colaboração com o Turismo de Portugal, promove no próximo dia 12 de fevereiro, na Escola de Hotelaria e Turismo de Coimbra uma acção de formação sobre Turismo de natureza: preparação, autoproteção e segurança face a incêndios rurais. 

As atividades inerentes ao turismo de natureza, nomeadamente aquelas que envolvem o uso percursos pedestres e cicláveis, pela sua exposição ao risco, em particular ao risco de incêndio rural, devem, nesse contexto, impelir os seus intervenientes para o conhecimento do fenómeno do fogo e dos incêndios rurais e para a aquisição de competências de preparação, autoproteção e segurança.

Tópicos da ação de formação:
  • Portuguese Trails – segurança e sustentabilidade, 2 pilares na qualidade da oferta;
  • Noções gerais sobre risco, fogo e incêndios rurais;
  • Noções gerais sobre proteção civil, emergência e operações de socorro;
  • Medidas de preparação, autoproteção e segurança.
A participação é gratuita mediante inscrição prévia para o email: joao.portugal@turismodeportugal.pt​

Consulte o Programa


5 de fevereiro de 2020

Novos avisos do Portugal 2020 publicados

Foram publicados novos avisos de concurso no âmbito do Domínio da Competitividade e Internacionalização do Portugal 2020, com novas oportunidades de financiamento para os projetos de investimento produtivo das empresas do setor do Turismo.

Estão disponíveis os seguintes avisos de concurso:

AAC 07/SI/2020 - Sistema de Incentivos Inovação Produtiva
Projetos Individuais
Período de Candidatura:
De 05-02-2020 a 20-04-2020 (19h)

AAC 08/SI/2020 - Sistema de Incentivos às Empresas 
Projetos "Inovação Produtiva” | Territórios de Baixa Densidade
Período de Candidatura:
Fase I - De 2020/fev/05 a 2020/mar/16 (19 horas)
Face II - De 2020/mar/17 a 2020/jun/29 (19 horas)
Fase III - De 2020/jun/30 a 2020/set/07 (19 horas)

AAC 09/SI/2020 - Sistema de Incentivos às Empresas Projetos
Empreendedorismo Qualificado e Criativo
Período de Candidatura:
De 05-02-2020 a 20-04-2020 (19 horas)


4 de fevereiro de 2020

Sessão "Mais Investimento Empresarial | Novos Avisos do Portugal 2020


O Governo apresenta, amanhã, dia 05 de fevereiro com início às 17h00, no Grande Auditório da Exponor, os novos avisos de abertura de concurso aos sistemas de incentivos Portugal 2020, que envolvem mais de 500 milhões de euros. Tem como anfitriões o Ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital, Pedro Siza Vieira, o Ministro do Planeamento, Nelson de Souza e a Ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa. 

Programa:
17:30 Boas Vindas 
Luís Miguel Ribeiro, Presidente da AEPortugal 

17:40 Abertur
Nelson de Souza, Ministro do Planeamento 

18:00 Mais investimento Empresarial, Novos Avisos do Portugal 2020 
Jaime Andrez, Presidente do COMPETE2020 

18:15 Período para perguntas dos convidados 

18:30 Novos Avisos e a Coesão Territorial 
Ana Abrunhosa, Ministra da Coesão Territorial

18:50 Encerramento 
Pedro Siza Vieira, Ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital, 

A inscrição é gratuita e obrigatória. Inscrição


3 de fevereiro de 2020

Inscrições abertas para as sessões de fevereiro do Programa BEST - 2.ª edição



A 2.ª edição do Programa BEST – Business Education for Smart Tourism, continua com sessões calendarizadas para o mês de fevereiro no Centro de Portugal. 

​​​​​​​​​O BEST - Business Education for Smart Tourism, é um programa nacional de capacitação de empresários, empreendedores e gestores de Turismo, que integra um conjunto de ações de formação e de qualificação em temáticas como o digital, o marketing, os modelos de financiamento, a gestão financeira e operacional e os recursos humanos. O Programa BEST​ tem como objetivo promover o desenvolvimento das competências estratégicas e de gestão competitiva das empresas turísticas e incentivar a sua preparação relativamente aos atuais desafios e tendências do mercado global

4 fev 2020 | 14h30-18h30| Anadia | Associação Rota da Bairrada 

6 Fev 2020 | 09h00-13h00 | Caldas da Rainha​ | Escola de Hotelaria e Turismo do Oeste 

10 fev 2020 | ​14h30-18h30​ | Coimbra | Escola de Hotelaria e Turismo de Coimbra 

11 fev 2020 | 14h30-18h30​​ | Oliveira do Bairro | Associação Comercial e Industrial da Bairrada 

12 fev 2020 | 14h00-18h00​​​​​ | Caldas da Rainha | Escola de Hotelaria do Oeste  

19 fev 2020 | 15h00-19h00​​ | Caldas da Rainha | Escola de Hotelaria do Oeste 

20 fev 2020 | 09h00-13h00 | Caldas da Rainha​ | Escola de Hotelaria e Turismo do Oeste 

A entrada é livre, ​sujeita a inscrição prévia.


31 de janeiro de 2020

10 fevereiro | Coimbra | 2ª edição Programa BEST : O poder de uma boa história: como usar o storytelling na estratégia de marketing


No âmbito do Programa BEST – Business Education for Smart Tourism – 2ª edição, realizasse no próximo dia 10 de fevereiro, na Escola de Hotelaria e Turismo de Coimbra, uma sessão sob o tema, “O poder de uma boa história: como usar o storytelling na estratégia de marketing”

Temas do debate: 
  • o storytelling como ferramenta fundamental na estratégia de marketing da empresa 
  • “You Brand” – o que quero contar aos meus clientes, como motivar, persuadir e ser lembrado 
  • o storytelling no mundo corporativo 
  • storytelling e neuromarketing – o poder emocional das marcas
Consulte o programa, faça a sua inscrição gratuita.

BEST – Business Education for Smart Tourism- 2ª edição, é um programa nacional de capacitação de empresários, empreendedores e gestores de Turismo, promovido pelo Turismo de Portugal em parceria com a Confederação do Turismo de Portugal (CTP) e as associações do setor, que integra ações de formação e de qualificação em temáticas como o digital, o marketing, os modelos de financiamento, a gestão financeira e operacional e os recursos humanos

Consulte as sessões em agenda no mês de fevereiro



29 de janeiro de 2020

Abertas Candidaturas no âmbito dos Sistemas de Incentivos "Internacionalização das PME" - Aviso nº 01/SI/2020 (SI-52-2020-01)

Foi publicado o Aviso nº 01/SI/2020 (SI-52-2020-01): Internacionalização das PME. O presente concurso visa três prioridades objetivas da política pública, em concreto: E-Commerce e Transformação Digital; Brexit - Diversificação de Mercados e Acelerador de Exportações.

Os beneficiários dos apoios previstos no presente Aviso são as empresas PME, os apoios a conceder, revestem a forma de incentivo não reembolsável, nas condições estabelecidas no artigo 49.º do RECI. O aviso tem uma dotação orçamental de 55,5M€ FEDER.

Este Aviso tem aplicação em todas as regiões NUTS II do Continente (Norte, Centro, Lisboa, Alentejo e Algarve).

O prazo para a apresentação de candidatura decorre em três fases distintas: 

Fase I – Prioridade E-commerce e Transformação Digital: entre 24/01/2020 e 30/03/2020 (19 horas) 
Fase II – Prioridade Brexit: Diversificação de Mercados: entre 24/01/2020 e 27/04/2020 (19 horas) 
Fase III – Prioridade Acelerador de Exportações: entre 24/01/2020 e 25/05/2020 (19 horas)

Consulte o Aviso nº 01/SI/2020 (SI-52-2020-01) e orientações à submissão de candidaturas.


28 de janeiro de 2020

Quinta do Sobral: Onde Vive o Sonho de Uma Noite de Verão


Já estava a escurecer, quando Bernhard prendeu a última estaca da tenda. Ao seu lado, Brigitte cozinhava esparguete com carne e salsa no campingaz. Era o primeiro jantar e a primeira noite do casal alemão em Portugal. Estavam na estrada há três dias. Tinham arrancado de Speyer, uma airosa cidade com telhados apalaçados no noroeste da Alemanha, atravessado França e Espanha e decidido pernoitar em Amarante. Era Agosto e a brisa noturna estava morna. Deixaram-se ficar no exterior durante algum tempo, a ouvir o som do vento nas árvores e a olhar o céu estrelado. Tinham deixado para trás uma vida construída ao longo de 30 anos. Construíram-na juntos e juntos partiram em busca de uma nova. O plano era audaz, mas não havia apreensão nos seus olhares. Tinham ponderado bem a sua decisão.



Brigitte e Bernhard Nowakowsky conheceram-se na universidade de Colónia (Alemanha) enquanto tiravam um doutoramento em Química. Apaixonaram-se, casaram, consolidaram carreiras profissionais na área. Era um emprego “bom e estável”, embora intenso e “rotineiro”. Demasiado rotineiro. “Os dias eram sempre iguais”, relembra Brigitte. A igualdade durou 20 anos, até que ambos sentiram necessidade de uma mudança. Mais tranquilidade, mais qualidade de vida, “mais tempo para sonhar e para realizar”. Traçaram um plano: iam vender a sua casa em Speyer, reunir todas as suas poupanças e viver por conta própria, investindo num empreendimento turístico num país idílico. Identificaram três candidatos, Nova Zelândia, Canadá e Portugal. Após ponderação, excluíram os dois primeiros, devido à distância e ao maior custo de investimento. “Concluímos que o Centro de Portugal era adequado, paisagens maravilhosas e rurais, aldeias históricas encantadoras com habitantes hospitaleiros e vários lugares que são Património Mundial da Unesco”.

Após muitas horas no computador a explorar websites de vendas e agências imobiliárias, fizeram uma lista com 30 propriedades interessantes, dispersas por todo o território Centro. Reservaram o Verão de 2005 para ir analisá-las pessoalmente. Na data marcada, ainda com o sol estival a nascer, colocaram todo o equipamento de campismo no Mercedes cinzento e arrancaram rumo à “grande viagem”.


Acordaram confiantes. O céu estava azul, os pássaros cantavam, havia alegria no ar. No entanto, a confiança foi abalada nas primeiras visitas, sobretudo em Mesão Frio, Cantanhede e Mealhada. A realidade não correspondia nada aos anúncios que tinham visto. “Havia propriedades em ruínas que eram mencionadas nos anúncios como imóveis ‘pronto a habitar’ ”, relembra Brigitte. “Só se fosse para ratos à procura de seres da mesma espécie”, acrescenta, sorridente.

Após uma manhã e meia tarde de desilusões, o casal chegou cansado a Figueiró dos Vinhos, onde se situava o próximo anúncio da lista. Enquanto aguardavam pelo agente imobiliário, entraram num bar e pediram dois cafés e um bolo. A proprietária trouxe-lhes dois garfos. “Que atenta!”, exclamou Brigitte. Seria a simpatia um bom presságio? Ainda a visita não tinha terminado e já tinham decidido que sim, “que era ali”. “Tinha todas as condições que procurávamos”, refere Brigitte, destacando a “boa localização”, o terreno amplo e com “muita exposição solar”, uma vinha e um bosque cheio de castanheiros, medronheiros, carvalhos e sobreiros. Seriam estas últimas árvores, mais tarde, a batizar o empreendimento.

Foto: Quinta do Sobral

Depois de adquirida a propriedade, o casal regressou à Alemanha para ultimar a mudança definitiva para Portugal. Durante esse período, fizeram um estágio num hotel de Hamburgo, para se prepararem para a nova área das suas vidas. Bernhard, entusiasta da culinária, ficou na cozinha e Brigitte fez um pouco de tudo, desde limpeza à receção. No início de 2006, rumaram a Portugal.

O terreno tinha duas casas. Instalaram-se numa enquanto procediam à renovação da outra. Era uma casa humilde, com “paredes fininhas”, janelas que deixavam passar correntes de ar, tetos de madeira roída por carunchos e uma lareira cujo calor fugia pela chaminé. Dependiam de geradores para poderem ter eletrodomésticos ligados em simultâneo e, em muitas noites frias, recorreram ao aquecimento do seu Mercedes. Eram tempos de sacrifício, que o casal enfrentou com determinação e resiliência, focados no objetivo e convencidos que no fim, a recompensa surgiria. Talvez por isso tenham apelidado essa sua primeira habitação portuguesa, onde viveram três anos, de “Casa Ouro”.


As reconstruções e decorações foram todas idealizadas pelo casal. Fizeram desenhos a lápis de tudo o que pretendiam, ao mais ínfimo pormenor. Desde os espelhos das casas de banho, que queriam embutidos nas paredes, à utilização de madeira e azulejos rústicos. Quando o construtor disse que ficava mais barato construir duas casas novas do que aproveitar as paredes antigas, insistiram no aproveitamento. “Queríamos manter o valor patrimonial”.

Simultaneamente, desdobraram-se em contatos para averiguar eventuais apoios. Através do Apoio ao Investimento Turístico do Turismo Centro de Portugal, descobriram fundos enquadráveis nos seus desígnios (Leadermais e PRODER). Candidataram-se. Tiveram resposta afirmativa.


Para além de reconstruir as duas casas – a outra foi carinhosamente batizada de “Casa Brigitte” – o casal construiu uma inteiramente de raiz. O Solar, que serve, simultaneamente, de habitação de Bernhard e Brigitte e de empreendimento turístico, com quatro espaçosos quartos com casas de banho privativas. Também aqui, o casal foi peremptório na materialização do que tinham idealizado. Contra os desejos da arquiteta, exigiram que os quartos tivessem 18 metros quadrados, um dos requisitos legais na Alemanha para um hotel de quatro estrelas. “Queríamos construir o solar de acordo com esses requisitos, sempre que aplicável”, afirma Brigitte.

Encomendaram tijolos térmicos para as paredes. Quando os pedreiros alertaram que não sabiam trabalhar com esse material, requisitaram uma formação ao fornecedor e instruíram os trabalhadores. Queriam ter um jardim interior, uma espécie de peristilo romano, com colunas, plantas e até um pequeno lago. “Um lago? Não vai dar”, afirmou o construtor. Mas as suas palavras esbarraram na determinação do olhar de quem tinha feito 2153 quilómetros em busca de um sonho. Foram erguidos pilares suplementares na cave e hoje o lago é uma realidade. “Tem até nenúfares e 30 peixes”, salienta Brigitte, sorridente.

Foto: Quinta do Sobral

O empreendimento foi batizado Quinta do Sobral, em homenagem aos sobreiros que existem na propriedade. “São um paraíso para os passarinhos, dão sombra agradável no verão e a cortiça vende-se bem”. Essa é outra marca do empreendimento de Brigitte e Bernhard. Para além dos alojamentos, há uma firme visão de sustentabilidade que lhes orienta o rumo. Começaram por comprar um trator e alfaias agrícolas, arregaçaram as mangas e meteram as mãos na terra.

Foto: Quinta do Sobral

Plantaram um olival com 220 oliveiras e produzem azeite, criaram um rebanho de ovelhas (raça merino) e vendem a lã, aproveitaram os castanheiros e vendem cerca de uma tonelada de castanhas por ano, plantaram um pomar com cerca de 30 árvores que proporcionam fruta o ano inteiro, desde laranjas, limão, lima, toranja, maçãs, pêras, ameixas, cerejas, pêssegos, marmelos, dióspiros e nêsperas. Cultivam também morangos, framboesas, groselhas e kiwis.

O casal tirou ainda um curso de vinificação na Bairrada e replantou quase um hectare de vinha, com a variedades cabernet sauvignon e merlot. Planeiam produzir e comercializar vinho. O nome está ainda por definir. “Tem uma sugestão?”, questiona Bernhard, bem-disposto.



Para além da paisagem predominantemente verde, os terrenos da Quinta do Sobral têm ainda imensos animais – quase todos adotados das ruas – com quem os hóspedes podem conviver e brincar. Quatro cães, o Beno, a Tessa, o Moses e o Bosco. Este último, um bordier collie adquirido especificamente para ajudar com o rebanho. Há também dois gatos, a Minka e o Samson. “Este podia chamar-se Garfield, gosta de pizza, lasanha e bolos de nata”, revela Brigitte.

Futuramente, o casal pretende introduzir cabras-anãs e até construir uma Casa de Animais, um compartimento com 60 metros quadrados onde as albergará, juntamente com borregos, coelhos, entre outros animais.


Igualmente nos planos futuros está a intenção de tornar a quinta ainda mais sustentável, com a colocação de painéis solares, e a construção de uma unidade de alojamento T1. “É algo que falta na nossa oferta”.

A procura é maioritariamente estrangeira. Grande parte dos hospedes vêm da Alemanha, Bélgica, França e Holanda. No entanto, são cada vez mais os turistas portugueses que se “rendem aos encantos” da Quinta do Sobral. “Têm aumentado, especialmente no Verão. Em Agosto está sempre tudo cheio”.

Foto: Quinta do Sobral



A sazonalidade é um “problema geral na zona”. Brigitte pretende invertê-lo. “Há tanto para fazer aqui nessas alturas de menor calor; pedestrianismo, equitação, BTT, canoagem e outros desportos náuticos, escalada, visitar grutas e muito mais”. Entusiasma-se com a descrição e solta um convite: “Porque não aproveitam um fim-de-semana prolongado para vir experimentar algumas dessas atividades”?

Foto: Quinta do Sobral


Sempre que faz uma visita guiada à Quinta do Sobral, Brigitte é incansável na partilha dos detalhes. Revela, com entusiasmo, cada pormenor da construção ou da decoração; é percetível o orgulho que sente na transformação das casas e nas palavras elogiosas dos turistas em relação ao seu conforto.

No entanto, quando entramos na Casa Ouro, há um brilho singular que cintila no seu olhar azul-claro. Foi lá onde todos os sacrifícios se transformaram nos alicerces do empreendimento que tem hoje. Apesar da longa viagem, o primeiro quilómetro foi aqui.

27 de janeiro de 2020

3ª Edição do Concurso Nacional de Jovens Empreendedores | Receção de Trabalhos até 24 de abril de 2020


A Fundação da Juventude promove a 3ª Edição do Concurso Nacional de Jovens Empreendedores, iniciativa que visa promover o empreendedorismo criativo e social, fomentando a geração de ideias e de negócios inovadores.
Este concurso é dirigido a estudantes e formandos de cursos de nível secundário assegurados por escolas, centros de formação ou outras entidades com ofertas de dupla certificação (escolar e profissional) e ainda a estudantes do ensino superior com idades compreendidas entre os 18 e os 25 anos.
Os interessados deverão formalizar as suas candidaturas até ao dia 24 de abril, apresentando propostas de trabalho numa das seguintes áreas de intervenção: 
  • Empreendedorismo qualificado e criativo (que inclui as atividades das indústrias culturais e criativas) 
  • Empreendedorismo Social (onde se inserem projetos que preconizam respostas inovadoras na resolução de problemas sociais, pelo seu potencial de impacto e sustentabilidade).
Saiba mais, acedendo ao regulamento deste Concurso através do endereço https://bit.ly/30P8LlK.

Para mais informação contacte  geral@fjuventude.pt


24 de janeiro de 2020

28 janeiro | Figueira da Foz | Sessão de Esclarecimento Orçamento do Estado 2020


A ACIFF - Associação Comercial e Industrial da Figueira da Foz -Associação Empresarial Regional em parceria com a PwC Portugal, promove no dia 28 de janeiro, com início às 10h30, no Auditório da Incubadora do Mar & Industria da Figueira da Foz, uma Sessão de Esclarecimento dedicada à apresentação das principais novidades sobre o Orçamento do Estado 2020

Programa:

Boas Vindas
Vitória Abreu, Vice-Presidente da ACIFF

Breve apresentação das principais medidas constantes do Orçamento do Estado para 2020
Rosa Areias,Tax Partner

As principais medidas no imposto sobre o rendimento das pessoas coletivas
Pedro Castro Oliveira,Tax Manager

As principais medidas no imposto sobre as pessoas singulares
Bruno Andrade Alves,Tax Director

As principais medidas nos impostos indiretos
Brunna Calazans,Tax Manager

As principais medidas nos impostos sobre o patrimônio
Ana Reis,Tax Director

Justiça Tributária
Francisco Castro Guedes, Associado Principal da CCR Legal

Encerramento
Rosa Areias,Tax Partner

Faça a sua inscrição gratuita AQUI
Para mais informações, contacte através do email geaciff@aciff.pt


23 de janeiro de 2020

29 janeiro | Aveiro - Castelo Branco - Leiria | Building Portugal Together

Os distritos de Aveiro (Anadia), Castelo Branco e Leiria foram os escolhidos no Centro de Portugal, para acolher no dia 29 de janeiro, o evento ‘Building Portugal Together’, uma iniciativa integrada no “Building The Future”, o maior evento português de tecnologia e transformação digital, que decorre em Lisboa, no Pavilhão Carlos Lopes, nos próximos dias 28 e 29 de janeiro, liderada pela Microsoft, CIP, Altice Portugal e imatch - Creative Collaboratio. 

O ‘Building Portugal Together’ que vai ser recriado localmente, também nos distrito de Ponta Delgada, Funchal, Porto, e Évora, de forma a descentralizar o evento, e fazendo com que chegue ainda a mais pessoas. 

A agenda inclui a transmissão via live streaming das sessões mais importantes do ‘Building the Future’ e um momento live no Pavilhão Carlos Lopes com todas as localizações em simultâneo, na presença do Ministro da Economia e da hostess Filomena Cautela. Paralelamente, será também um momento privilegiado de networking para debater a transformação digital nas PME, estando também previsto um workshop exclusivo sobre transformação digital. 

29 Janeiro| 14h00 | Leiria | Ed. NERLEI Leiria  
Building Portugal Together

29 Janeiro | 14:00 | Aveiro (Anadia) | Cineteatro de Anadia 
Building Portugal Together

29 Janeiro | 14:00 | Castelo Branco | instalações AEBB Castelo Branco 
Building Portugal Together

Consulte o programa e faça a sua inscrição gratuita em até dia 27 de Janeiro.


22 de janeiro de 2020

Workshop "A Sustentabilidade como fator chave para a Competitividade e Diferenciação no Turismo”


A AIRO – Associação Empresarial da Região Oeste, promove no próximo dia 5 de fevereiro, um workshop exclusivo para Empresas de Turismo, com participação gratuita, sob o tema “A Sustentabilidade como fator chave para a Competitividade e Diferenciação no Turismo” .

Programa

10h00 Sessão de abertura

10h15 - Plano Estratégico e de Marketing 

Pedro Machado – Presidente Turismo Centro de Portugal
  • O Centro na Estratégia do Turismo 2027 
  • Plano de Marketing Territorial 2020
11h00 - Oportunidades dos mercados e os desafios para as ofertas sustentáveis

Patrícia Araújo – BIOSPHERE 
  • Certificação Biosphere Responsible Tourism

11h30 - Instrumentos de Capacitação Empresarial 
  • Melhor Turismo 2020
Maria José Capacete – CTP 
  • Apresentação do Programa de Capacitação Empresarial: Sustentabilidade no Turismo
Sérgio Felix – AIRO 

12:30 Encerramento


Faça AQUI a sua inscrição gratuita.


21 de janeiro de 2020

Concurso Montepio Acredita Portugal com candidaturas abertas até 01 de março


O período de candidaturas para a décima edição do concurso de empreendedorismo Montepio Acredita Portugal – promovido pela associação Acredita Portugal e o Banco Montepio estão a decorrer e encerram a 01 de março. 

O concurso tem como objetivo identificar, desenvolver e premiar ideias e projetos de diferentes setores, como o empreendedorismo social, a mobilidade, a tecnologia, sendo aceites ideias de qualquer área 

No total há mais de 500 mil euros em prémios para distribuir. Os melhores projetos terão contacto direto com investidores, especialistas e mentores, assim como o acesso a formação personalizada e oportunidade de integrar um programa de pré-aceleração. 

Saiba mais sobre esta iniciativa em: http://bit.ly/acredita-informacoes

17 de janeiro de 2020

23 janeiro | Caldas da Rainha |Empreendedorismo inovador: ferramentas e recursos para passar da ideia ao negócio, é o tema


No âmbito da 2ª Edição do programa  BEST – Business Education for Smart Tourism, um programa nacional de capacitação de empresários, empreendedores e gestores de Turismo. Realiza-se na próxima quinta-feira, dia 23 de janeiro, com início às 9h00, na Escola de Hotelaria e Turismo do Oeste, em Caldas da Rainha, uma sessão de esclarecimento sob o tema “Empreendedorismo inovador: ferramentas e recursos para passar da ideia ao negócio” 

Pretende-se com esta ação dar a conhecer aos participantes as ferramentas de apoio à ideação de novos negócios, fundamentais para os seus processos de empreendedorismo inovador.

Temas em debate: 
  • Pessoas inovadoras: pensar, agir e comunicar 
  • Enquadramento do ecossistema empreendedor 
  • Metodologia Lean Startup 
  • Business Model Canvas 
  • Criar valor e gerar rendimentos através de mecanismos inovadores 
  • Ferramentas e recursos disponíveis para passar da ideia ao negócio 
  • A participação é gratuita, sujeita a inscrição prévia. 
Consulte o programa. Faça a sua Inscrição


15 de janeiro de 2020

Candidaturas a estágios na União Europeia - Decorrem até 31 jan 2020


A Comissão Europeia abre um novo período de candidaturas a estágios remunerados nos serviços na Comissão Europeia, cujo prazo encerra às 11 horas (fuso horário de Lisboa) de 31 janeiro 2020​. 

Estes estágios, com a duração de cinco meses, englobam dois ciclos (com início em março e outubro), são ​remunerados (€ 1.176,83 / mês, incluindo o reembolso de despesas de deslocação) e incluem ​a oportunidade de desempenhar funções semelhantes a funcionários recém-recrutados.​
Para mais informações de contexto e de condições de candidatura, consulte: https://epso.europa.eu/job-opportunities/traineeships_pt-pt​.


14 de janeiro de 2020

Um retorno (feliz) às origens trilhado pelo empreendedorismo


Maio de 2016. Era a primeira Primavera dos Passadiços do Paiva e também o primeiro grande evento organizado por Rui Rua, com a sua recém-inaugurada Culnatur. Uma caminhada ao longo desses idílicos oito quilómetros que acompanham a margem esquerda do Rio Paiva, no desfiladeiro conhecido como a Garganta do Paiva. 60 pessoas responderam ao desafio e o evento esgotou. Para além dessa injeção de confiança, Rui Rua levou outra que ainda hoje reforça o sistema imunitário do seu espírito empreendedor. No decurso do trajeto, houve uma paragem junto à margem do rio, conhecido pela sua corrente forte, facto que o torna um destino popular para a prática de rafting. Em determinado momento, Rui vislumbrou algo colorido à distância, a descer a toda a velocidade o caudal do rio. “Alguém já perdeu um chapéu”, pensou para si. Um pensamento que durou três segundos, até ouvir, bem alto, atrás de si: “Rui, Rui, a minha tia caiu ao rio”. Felizmente, o incidente teve um desfecho positivo (a senhora foi resgatada ilesa) e vacinou, desde cedo, Rui para lidar com a gestão de conflitos. Já passaram cinco anos desde que enveredou na caminhada do empreendedorismo, que prossegue a bom ritmo. E a transpirar saúde.

Rui cresceu em Abiul (Pombal) antiga vila alojada num vale do sopé da Serra de Sicó. Saiu de lá aos 14 anos, rumo a Pombal e, mais tarde, para Coimbra, para estudar turismo. Mas nunca perdeu a ligação emocional à sua terra de infância. Desejava voltar, mas no final do curso não via perspetivas de emprego na área. Resolveu continuar a apostar na formação e tirou um mestrado em Turismo de Interior – Educação para a Sustentabilidade. Foi nessa altura que lhe surgiu o desejo de criar o próprio emprego e investir na sua região. “No fundo, ajudar as nossas terras e aldeias com uma das melhores ferramentas para o desenvolvimento local, o turismo”.


O primeiro passo foi estratégico. Rui candidatou-se a um estágio na Câmara Municipal de Pombal. “Queria muito saber como funciona um órgão municipal, aprofundar o conhecimento do território e entender as intenções públicas para o sector do Turismo”. Foi lá que teve conhecimento do Porta Aberta, programa de incentivo ao arrendamento comercial a jovens na zona histórica de Pombal. Atravessou-a e encontrou ainda mais motivação para avançar. Isenção de taxas municipais e pagamento de água, renda acessível numa localização privilegiada e partilha de despesas fixas e de angariação de clientes com outros negócios.

A sua área de negócio estava decidida: Uma empresa de animação turística que organiza programas de lazer, no âmbito do turismo cultural, de natureza e aventura. “Sempre gostei do contacto com a natureza e de fazer algumas aventuras, conciliar isso com a cultura é a simbiose perfeita, é uma forma de apreciarmos aquilo que a terra nos deu e o que nos foi deixado pelas civilizações passadas”. 

Foto: Fábio Domingues

Só faltava o nome. Não foi uma escolha fácil. Após ponderar diversas opções, como Turipomb, PombalExplore ou Culturar, Rui decidiu-se por Culnatur. Cultura, natureza e turismo na mesma palavra. E não só. "É que, ainda por cima, são de facto tours cool!", acrescenta, sorridente.

Seguiu-se uma visita à contabilista, que foi bombardeada com questões. Rui ainda tem o rascunho que levou consigo. “Posso vender merchandising com o meu CAE? Qual o tipo de contabilidade mais adequada para o início de atividade? Com isenção da segurança social no primeiro ano, justifica ter vencimento? Tenho de ter um programa informático de gestão comercial?”, entre outras dúvidas. Foram todas esclarecidas e a Culnatur nasceu no dia 25 de julho de 2014.


“Esse primeiro ano foi para apalpar terreno, perceber como funcionam as coisas”, afirma. Foram também momentos de networking com os outros negócios da iniciativa Porta Aberta, que Rui rapidamente transformou em parcerias. Adaptando essas áreas à sua, lançou vários produtos de merchandising, como ímanes, canecas, porta-chaves, ilustrações, cadernos de encadernação tradicional e artesanato local. “Foi algo que me deu uma rentabilidade importante nesses primeiros tempos”.

No ano seguinte, a Culnatur começou por organizar caminhadas na zona de Abiul, por entre vales, moinhos, grutas. “A presenciar a ruralidade da região”, diz Rui. Os passeios na natureza eram sempre complementados por visitas culturais, seja ao museu de arte sacra local, a praça de touros - “a mais antiga do país” - ou um monumento megalítico numa colina. Rapidamente, expandiu o campo de ação à generalidade das Terras de Sicó, com percursos no Canhão do Poio, “um dos maiores canhões fluviocársicos portugueses”, na Aldeia do Vale, no Trilho do Picoto ou no Vale do Poio Velho. 


Simultaneamente, Rui foi organizando diferentes atividades, como paintball, jogos tradicionais, workshops sobre artesanato local e até um torneio anual de petanca (jogo tradicional francês que os emigrantes lusos naquele país trouxeram para Portugal na década de 60), realizado na praça de touros. Esse espírito de iniciativa brindou-o com a fama de “organizador mor” na população. “Há aqui um rapaz que organiza esse tipo de coisas”, tornou-se uma frase tradicional nas ruas de Abiul, sempre que alguém sugeria ou perguntava por atividades invulgares.

Em 2016, Rui decide “repensar” o agendamento de atividades, de forma a torná-las “mais rentáveis”, e alarga o leque das caminhadas a locais mais distantes, com programas de dia inteiro e com transporte incluído. A estreia “fora de portas” foi nos Passadiços do Paiva. O sucesso do evento levou-o a organizar caminhadas em diversos outros locais, como Piódão, Monsanto ou Sintra.


Desde então tem sido esta a aposta, dar continuidade às excursões com caminhada, sempre com a cultura como aliada. Em Tomar, ainda hoje surpreende muitos clientes quando os informa que vão poder percorrer o topo do Aqueduto dos Pegões, que há 400 anos levava a água ao Convento de Cristo. Esse troço, a 30 metros de altura na imponente estrutura e perante uma paisagem que se perde de vista é o “ponto alto” de um “programa apelativo” que Rui criou para a região, baseado na história do convento.

Mais recentemente, Rui tirou o curso de Técnico de Percursos Pedestres na Federação de Campismo e Montanhismo de Portugal, através do qual faz consultoria e realiza auditorias a percursos e rotas pedestres. Desenvolveu ainda um Plano Estratégico de Valorização Turística de Abiul, que serviu de base para a Junta de freguesia local fazer candidaturas a financiamentos comunitários e do Turismo de Portugal. “Estamos a aguardar as respostas”, afirma, revelando-se confiante e, acima de tudo, “orgulhoso” por poder contribuir para explorar as “muitas potencialidades” da povoação da sua infância, onde vive, presentemente, com a mulher e um novo abiulense com oito meses.


O futuro da Culnatur, mostra-se risonho. Para 2020, há já dois novos planos traçados: Pelos Trilhos do Centro e Pelos Trilhos de Sicó. 
“O primeiro é uma excursão de dia inteiro para dar a conhecer alguns dos mais belos trilhos do Centro de Portugal”, informa Rui. “De manhã há uma caminhada pela natureza e à tarde uma visita cultural, terminando sempre com um lanche de produtos regionais”. 
O segundo evento é um programa de meio-dia de caminhada pelas Terras de Sicó, onde será efetuado um percurso em cada um dos seis concelhos desse território (Alvaiázere, Ansião, Condeixa, Penela, Pombal e Soure). Rui anuncia que em cada uma dessas caminhadas, será oferecido um íman do respetivo concelho. “Ao participar nas seis iniciativas terão a oportunidade de ter a coleção de ímanes completa”, menciona, com um piscar de olhos.


Os ímanes têm a forma de um puzzle e, juntos, formam o território de Terras de Sicó.
Mais do que uma coleção, uma espécie de círculo que não se encerra, mas que se completa.
Também tem sido assim, a caminhada de Rui Rua. Embora a sua evolução seja linear, há algo de circular no trilho que percorre. No decurso da sua caminhada empreendedora, foi abordado pela Escola Tecnológica, Artística e Profissional de Pombal (ETAP) para dar formação na área de turismo. Hoje, para além dessas aulas, onde explica como funciona o setor e fundamenta a teoria com casos práticos da sua própria experiência, organiza um evento que visa apresentar e impulsionar os projetos de alunos que pretendem também empreender na área. Sorri sempre quando diz o nome. “Empreende Tu”.

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