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29 de janeiro de 2019

Sessão de esclarecimento em Coimbra debateu oportunidades de financiamento das empresas turísticas


























Decorreu esta manhã o evento “Financiamento das Empresas Turísticas - Novas Oportunidades”, uma sessão de esclarecimento organizada pelo Turismo de Portugal e pelo Turismo Centro de Portugal. A sessão, que teve lugar no Hotel Vila Galé Coimbra, visou dar a conhecer oportunidades de financiamento às empresas turísticas.





Perante um auditório esgotado, a sessão de abertura contou com a intervenção de Ana Mendes Godinho, secretária de Estado do Turismo.



Intervieram também Ana Abrunhosa, presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC) e Francisco Paz, em representação da Câmara Municipal de Coimbra



“O Turismo Sustentável como Modelo de Desenvolvimento e de Competitividade” foi o primeiro tema a ser debatido, tendo sido sublinhada a importância da sustentabilidade ambiental na criação de vantagens competitivas e novas soluções de financiamento. Com a moderação de Jorge Loureiro, do Turismo Centro de Portugal, o painel contou com a participação de Catarina Vieira, responsável pelo empreendimento Chão do Rio – Turismo de Aldeia, com Paulo Libório, da ADENE – Agência para a Energia, e Miguel Mendes, do Turismo de Portugal.



Seguidamente, foi lançado o mote “Iniciativas de Promoção da Coesão Territorial para um Desenvolvimento Sustentável”, onde se debateu a importância da promoção e financiamento de iniciativas promotoras de processos de coesão e desenvolvimento territorial.
O debate foi moderada por Nuno Alves, do Turismo de Portugal e contou com a participação de João Tomás, do Burel Panorama Hotel, Pedro Moreira, do Turismo Fundos e Rita Lavado, do Turismo de Portugal.



No último tema, “Inovação, Empreendedorismo e Competitividade”, foi debatida a importância da inovação e do empreendedorismo nos negócios turísticos e soluções de financiamento. Contou com a moderação de Carlos Abade, do Turismo de Portugal e com a participação de Fernando Seabra Santos, da Go Friday/Friday SA, Pedro de Mello Breyner, da Portugal Ventures, Marco Neves, da SPGM e Luís Coito, do Turismo de Portugal.


A sessão foi encerrada por Carlos Abade do Turismo de Portugal. 



Esta sessão integra-se num roadshow que o Turismo de Portugal, em parceria com o Turismo Centro de Portugal, está a fazer esta semana e que inclui a visita a vários municípios e empreendimentos turísticos da Região Centro, com o objetivo de visitar um conjunto de projetos turísticos de referência e partilhar informação sobre as linhas de financiamento atualmente disponíveis.

25 de janeiro de 2019

Alunos de uma escola secundária da Lourinhã organizaram um evento de turismo e nós fomos convidados


13 alunos do 12º ano do curso Profissional Técnico de Turismo organizaram um evento dedicado ao Turismo na sua Escola Secundária Dr. João Manuel da Costa Delgado, na Lourinhã. 

Intitulado “Emprego e Formação da Região do Centro Relacionado com o Turismo”, o evento contou com a presença do Apoio ao Investimento Turístico do Turismo Centro de Portugal. 
Gonçalo Gomes elucidou a jovem – e muito curiosa - audiência sobre empreendedorismo e empregabilidade no sector. 



Após partilhar dados estatísticos que evidenciam o crescimento do turismo na zona Centro do país, Gonçalo Gomes centrou a sua atenção no Oeste. Ressalvou que 44% do alojamento local no Centro de Portugal está situado no Oeste. “E 77% das camas disponíveis no Oeste são em alojamento local”, complementou. 



Posteriormente, após usar alguns empreendimentos turísticos de sucesso como exemplo, Gonçalo Gomes sublinhou a importância do espírito empreendedor e a possibilidade de criação do próprio emprego. “A aposta na qualidade, inovação e diferenciação tem quase sempre sucesso”. 



O evento contou também com a presença de Elisabete Mendes, diretora do Departamento de Gestão Pedagógica e de Inovação do Turismo de Portugal, que debateu temas relacionados com a formação em Portugal na área do turismo e respetivas saídas profissionais. 



Elisabete Mendes defendeu a aposta na formação em Turismo com três fatores: O crescimento do mercado turístico, o combate à sazonalidade e à centralização e a alta empregabilidade do sector. “No primeiro semestre de 2018, as áreas do alojamento e da restauração empregavam 336 mil indivíduos, o que representa 6,9% do total da economia”, destacou, classificando o número como “significativo”. 



Participou ainda Sérgio Araújo (subdiretor da Escola Superior de Turismo e Tecnologia do Mar do Instituto Politécnico de Leiria), que expôs possibilidades de estudo na área após a formação secundária. 



Começou por destacar a alta taxa de empregabilidade das seis licenciaturas na área turística do seu estabelecimento de ensino - que situou nos 95% - e o facto destas serem certificadas pela Organização Mundial de Turismo (OMT). “Temos recém-licenciados na Austrália, Dubai, Alemanha, Brasil, até em Hollywood”, afirmou, ressalvando que esse tipo de conquistas só se atingem com uma “dedicação de excelência” durante a formação. 
“Mais vale ter quatro ou cinco anos de sacrifício e ter uma vida feliz, do que ter quatro ou cinco anos de divertimento para depois ter uma vida de sacrifício”, sentenciou, citando um antigo aluno seu.

24 de janeiro de 2019

Leiria | 28 janeiro | Sessão Esclarecimento "Zin Investimento na Inovação"

A Associação Empresarial da Região de Leiria - NERLEI, recebe no próximo dia 28 de janeiro a primeira sessão do ciclo de sessões informativas 2in Investimento na Inovação, uma iniciativa dinamizada pelo IAPMEI, que em parceria com entidades locais vai percorrer o país de Norte a Sul. 

O objetivo das sessões 2in Investimento na Inovação é informar sobre a promoção do investimento empresarial inovador, aproveitando, no âmbito da reprogramação do Portugal 2020, o relançamento do Sistema de Incentivos à Inovação, na lógica de financiamento híbrido (incentivo não reembolsável + reembolsável suportado por instrumento financeiro).

Consulte o programa e inscreva-se!

Obtenha mais informação sobre o ciclo de sessões 2IN (+Investimento +Inovação) e respetivo calendário aqui.


22 de janeiro de 2019

29 janeiro | Coimbra | Financiamento das Empresas Turísticas - Novas Oportunidades


O Turismo de Portugal, em colaboração com a Entidade Regional de Turismo Centro de Portugal, vai promover uma sessão de informação com o objetivo de dar a conhecer oportunidades de financiamento às empresas turísticas, no próximo dia 29 de janeiro, no Hotel Vila Galé Coimbra, a partir das 09.00.

As inscrições são gratuitas mas devem ser formalizadas através do seguinte link:


Esta sessão integra-se num roadshow que visa fornecer às empresas toda a informação necessária à formalização de candidaturas às linhas de financiamento atualmente disponíveis, estando organizada em painéis temáticos, que abordam as soluções de financiamento disponíveis para temas tais como:

- O turismo sustentável como modelo de desenvolvimento e de competitividade

- A aposta na promoção e financiamento de iniciativas de desenvolvimento territorial

- A importância da inovação e do empreendedorismo nos negócios turísticos
 

21 de janeiro de 2019

Turismo Criativo Faz Renascer Arte do Mosaico nas Ruínas de Conimbriga


Na antiguidade romana, as casas das famílias mais abastadas tinham sempre um peristilo. Um átrio rodeado de colunas onde o anfitrião recebia os convidados mais importantes. Nas ruínas de Conimbriga, em Condeixa-a-nova, há um peristilo. É lá que Humberto Figueiredo recebe os seus convidados. Hoje são 14. Alguns vieram do Sul do país, outros do Norte da Península Ibérica, houve até que atravessasse o Atlântico para estar aqui.
Não estão cá pelo cenário idílico, nem pela brisa morna de verão que todas as tardes inunda este espaço. Estão cá para fazer turismo criativo.



I - Mosaico de atividades

“Já tiveram oportunidade de ver o mosaico antigo, agora podem experimentar o mosaico moderno, à medida da vossa imaginação”, diz Humberto ao grupo, enquanto distribui um conjunto de tabuleiros de madeira. De seguida, aponta para uma mesa, onde estão imensas caixas de plástico cheias de tesselas coloridas, pequenos fragmentos de pedra cortados e moldados com cinzel e martelo. É a junção dessas peças – e as suas diversas cores, texturas e formatos – que cria o efeito visual característico desta arte decorativa milenar da antiguidade grego-romana.
Primeiro timidamente, depois naturalmente, os turistas dirigem-se à mesa para recolher as peças com que vão dar aso às suas criações.



II – Artesãos Alentejanos

A família Vaz viajou de Portalegre até Condeixa-a-Nova. Jorge e Maria Carmen e os seus filhos, Miguel (12) e Irene (7), já estão familiarizados com antigas cidades romanas. Têm uma na sua região: Ammaia, fundada em finais do século I A.C. e situada no Parque Natural da Serra de São Mamede. Desta vez, decidiram vir conhecer a maior do país, Conimbriga. “Ficámos fascinados com estas ruínas”, afirma Jorge, salientando a importância de “continuar a escavar”, pois acha que “há imenso ainda por descobrir”. Atento à sugestão, Humberto acrescenta: “Estima-se que Conimbriga só esteja 17% escavada”. O ar de espanto é geral. “Imaginem as maravilhas que estão por descobrir”, exclama  o pequeno Miguel. Está a trabalhar num azulejo onde desenhou a sua inicial a amarelo. A irmã, ao seu lado, diverte-se a “conjugar cores”. “Gosto muito de pintar, fazer desenhos e conjugar cores”, afirma, timidamente. Os pais sorriem e destacam o “interesse” da atividade. “Sobretudo, permite-nos passar tempo de qualidade com os nossos filhos”, conclui Jorge.



III – Mosaico de iniciativas

Humberto é o mentor da iniciativa MosaicoLab, sedeada no Museu de Conimbriga e que desenvolve uma série de atividades de turismo criativo alicerçadas no património do mosaico romano presente nas ruínas da cidade romana de Conímbriga (Condeixa-a-Nova), na Villa Romana do Rabaçal (Penela) e no Complexo Monumental de Santiago da Guarda (Ansião).


Tudo começou em 2017, com um desafio da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC). “Queriam dinamizar este território”. Um inveterado apaixonado pela arte e pelo património, Humberto aceitou o repto. Nasceu em Coimbra e estudou Belas Artes no Porto e em Madrid, onde fez um doutoramento na área. Após alguns anos a lecionar na Invicta, regressou à eterna cidade dos estudantes, onde se tornou investigador no Centro de Estudos Sociais (CES) da Universidade. Estava a preparar um pós-doutoramento, quando foi desafiado. Juntamente com uma equipa multidisciplinar – que integra Virgílio Correia, director do Museu de Conimbriga, Jorge Cardoso, professor da Faculdade de Engenharia Informática e Pedro Sales, responsável pelo restauro e conservação do mosaico no museu – idealizou o Mosaico Lab, que se tornou um projecto piloto do Creatour, projecto nacional de investigação que visa contribuir para o desenvolvimento de turismo criativo, sustentável e interactivo em cidades de pequena dimensão e áreas rurais de Portugal.
“Tem que ser o turismo criativo a estimular esta região, não um turismo passivo, que apenas visita, mas um turismo que tenta compreender o território, com envolvência e que traga desenvolvimento”, afirma Humberto.


Nesse mesmo ano, em Setembro, o MosaicoLab organizou as Jornadas Europeias do Património, com o apoio do município de Ansião e a Escola de Arte e Desenho de Mérida. “A única na Península Ibérica que tem um curso superior de mosaico”, refere Humberto.

Desenvolveram um programa de duas semanas dirigido às escolas de Ansião – desde primárias, secundárias a técnico-profissionais – e organizaram vários workshops de mosaico. Com sessões de manhã e tarde, o evento contou com a participação de mais de 500 crianças. “Foi cansativo mas óptimo”, afirma Humberto, salientando ter sido gratificante ver mosaicos “feitos por crianças de sete ou oito anos, completamente fascinadas e com uma atenção e cuidado incríveis”.


No workshop, foram usadas tesselas em material cerâmico. “É mais simples de pré-preparar. Numa hora e meia de atividade é impensável fazer mosaico no processo convencional”, explica Humberto. “No entanto, a coloração assemelha-se um bocado ao material pétreo das pedras de calcário”, complementa, aludindo à matéria-prima original que os romanos utilizavam nesta região.

Após concluírem os seus mosaicos, os pequenos participantes visitaram os mosaicos romanos de Santiago da Guarda. “Ai, tanto trabalho”, “Incrível”, foram algumas das expressões de estupefação que usaram, quando testemunhavam a complexidade dos mosaicos. “ Já tinham noção de todo o trabalho minucioso que está por trás dessas obras”, refere Humberto. “A atividade dá-lhes uma compreensão muito mais profunda do que era o mosaico romano na época”.



IV – Artesãos galegos

Marcos e Raul são dois irmãos de 12 e 10 anos. O mais novo enverga uma camisola azul e branca do Deportivo da Corunha, que denuncia a proveniência da família. Juntamente com os pais, Oscar e Rosa, vieram uma semana a Portugal, repartida por Coimbra, Aveiro e Porto. A visita a Conimbriga estava sublinhada nos seus planos. “Sou um apaixonado por ruínas, pela sua significância Histórica”, afirma Oscar. A paixão parece ter sido herdada pelo filho mais velho. Marcos adora História e mitologia. Tem um livro sobre mitos grego-romanos na sua mesa de cabeceira e são raras as noites em que não o folheia antes de dormir. As ruínas e os mosaicos de Conimbriga inspiraram-no. No seu mosaico, recriou o labirinto de Minotauro, com uma tessela castanha a representar o ser mitológico e várias amarelas a evocar as crianças que lhe eram oferecidas, de nove em nove anos, como tributo. Há ainda um peixe azul a aludir ao reino de Atlântida e um raio que representa Júpiter, “el rey de los dioses”.


Estão a seguir, meticulosamente, as instruções que Humberto deu no início da atividade. Dispor as peças na mesa primeiro e, depois de concluída a figura, passá-las para o tabuleiro, começando pelo centro e seguindo as linhas a lápis que Humberto traçou previamente. Deve ser inserido um “ponto generoso de cola” por baixo de cada tessela, antes de a pressionar durante alguns segundos ao tabuleiro. “Para que todo se queda muy bonito”, conclui o mentor da iniciativa, sorridente. “Vale”, respondem os irmãos, em uníssono.

O mais novo dirige-se à mesa do material e regressa com uma tessela cinzenta. “É para a nuvem”, afirma, extremamente concentrado. Está a recriar as paisagens da sua terra natal. Uma flor, montanhas com neve e chuva. Daí a cor da nuvem. “Na Galiza há muita chuva”, diz, enquanto fixa mais uma tessela. Sai um pouco de cola por baixo, que se espalha pelas peças vizinhas. Raul não se incomoda. “Não faz mal, é para parecer antigo, faz de conta que tem quatro anos”. A mãe solta uma gargalhada: “É fantástica a perceção do tempo dos mais novos, não é?”.



V – Mosaico de simbologias

A palavra “mosaico” vem do antigo grego “mousaikón”, que significa “obra das musas”. Um olhar sobre a sua complexidade visual denota a importância da inspiração na sua criação. No entanto, o seu propósito estava longe de ser meramente decorativo. “Eles falam dos mitos, deuses, lendas, narrativas, simbologia, espiritualidade”, exemplifica Humberto, sublinhando que o estudo do mosaico é um “veiculo” para nos “transportar para esse tempo” e perceber a sociedade e cultura romanas. “É um património vivo que continua a comunicar connosco. Diz-nos algo sobre a vida das pessoas, sobre o que pensavam no seu universo doméstico”. Usa como exemplo um dos marcos patrimoniais mais significativos de Conimbriga, a Casa dos Repuxos, uma habitação aristocrática que ainda preserva imensos mosaicos da época. “Porquê a escolha específica de cada um para cada divisão da casa?”, questiona Humberto, deixando no ar esse enigmático ponto de interrogação sobre a forma como os habitantes locais “valorizavam o seu património”. 


Um deles – talvez o que inspirou Marcos na sua visita às ruínas – tem uma explicação caricata. Num pátio, junto ao peristilo da casa, está a figura de um Minotauro. Um estudo da Universidade Carlos III de Madrid, datado de 2014, elucida que a representação de monstros mitológicos (entre outros seres assustadores) nos mosaicos exteriores tinha um significado supersticioso e visava manter o azar e sentimentos negativos como a inveja ou o mau-olhado, fora das casas. Curiosamente, essa casa ficou de fora da muralha defensiva da cidade, erguida para defender a povoação das invasões barbaras do século V. Conimbriga acabaria por ser destruída pelos Suevos em 468.



VI – Mosaico de percursos

Antes do declínio do império, a região fervilhava em atividade romana. Humberto destaca o “eixo de 25 quilómetros” com uma “paisagem cultural associada muito interessante” que, para além de Conimbriga, integra duas antigas vilas romanas: Rabaçal e Santiago da Guarda. Referindo-se à primeira, Humberto salienta o facto de ter sido servida por uma via romana e possuir uma planta octogonal, “muito pouco habitual na arquitetura romana”. Destaca ainda a beleza dos mosaicos e o facto de ter uma zona de termas que está presentemente a ser escavada. “Pela arquitetura e pelos mosaicos, percebe-se que os donos seriam pessoas com nível social e cultural significativo”.



Em Santiago da Guarda, há uma vila romana que ao longo dos séculos passou por uma "amalgama de períodos de construção”, tendo sido uma casa fortificada no período medieval e até um abrigo para peregrinos. “Ainda preserva um excelente exemplo da genialidade da engenharia romana”, afirma Humberto. Refere-se a um hipocausto, um sistema de aquecimento onde o ar ou água aquecida numa fornalha circulava sob o pavimento do edifício.

O objetivo do MosaicoLab é estabelecer uma rota turística com “visitas guiadas temáticas e criativas” neste território. Denominado “Rota do Mosaico – Conímbriga e Sicó”, o percurso inclui uma visita às referidas ruínas romanas e também às aldeias calcárias da região. “Estão quase a ficar abandonadas e, se recuperadas, têm imenso potencial turístico para gerar estadias”, sugere Humberto. “São aldeias com carácter vernacular, que dão claramente identidade a este território, onde se respira património”.


A rota permite, inclusivamente, visitar as antigas pedreiras de onde as equipas de mosaiquistas romanos da região extraiam pedra para os mosaicos. Um facto que Humberto pretende aproveitar para implementar mais uma experiência turística, com workshops de mosaico mais aprofundados, onde o participante pode ir à pedreira recolher a sua própria pedra, parti-la - conhecendo os métodos históricos, mas recorrendo a novos processos - e utilizá-la nos seus próprios mosaicos. “É algo direcionado a um público mais amante da arte, que gosta de entender o património e que vem para criar, para se envolver, para estar”, diz Humberto. Complementa: “Alguém que sai de sua casa com o intuito específico de ir para outra região ou país para aprender e vivenciar algo diferente”.


Essas experiências e essa potencialização patrimonial e territorial são valorizadas pela Creatour. “O MosaicoLab é um excelente exemplo da diversidade de possibilidades que podem ser catalisadas através de um especial foco na ‘ativação’ de recursos culturais locais, para o desenvolvimento local”, afirma Nancy Duxbury, Investigadora Responsável do projeto Creatour. “Operando em três locais, é sensível às diferentes situações e aspirações de cada um, tendo construído uma série de parcerias para desenvolver esta iniciativa com benefícios e potencialidades locais”, complementa.



A companhia de teatro da Chanca, uma aldeia perto do Rabaçal, é uma dessas parcerias. “Fazem teatro de máscara mudo, algo que vem dos tempos da Grécia antiga e dos romanos”, refere Humberto, sublinhando que essa e “várias outras atividades locais” podem integrar a Rota do Mosaico.



VII – Artesãos Canadianos

Aida saiu de Portugal quanto tinha dois anos. Esteve 22 na África do Sul, antes de rumar ao Canadá, onde passou os últimos 26. Tudo somado, dá 50, um número bonito para voltar ao país natal. As expectativas acumuladas ao longo das décadas não a defraudaram, antes pelo contrário. “Estou cá há uma semana e estou a adorar a visita”, afirma. Veio com o marido, Jorge (também com raízes lusas) e com a sobrinha, Verónica, tendo decidido dedicar a tarde a Conimbriga.

Está deslumbrada com as ruínas: “Adoro os mosaicos, a sua complexidade é admirável. E é impressionante como resistem ao tempo, tantos séculos”. Humberto partilhou alguns detalhes sobre o processo de conservação dos mesmos, antes de lhe apresentar a possibilidade de ela própria poder criar o seu mosaico, desafio que abraçou com um entusiasmo contagiante. “Não tenho um osso criativo no meu corpo, vamos ver o que sai daqui”.

Uma hora depois, afirma-se “surpreendida e orgulhosa” com o seu trabalho. Ergue-o e admira-o, simulando um gesto dramático, antes de olhar para o lado e vislumbrar um cão (um pug) no mosaico da sobrinha que, sorridente e envergonhada, nega essa inspiração. “Não estou a dizer que é mau. É um pug!”, reafirma Aida, enquanto encena um gesto reconfortante. Quando o som das gargalhadas se desvanece, revela que se inspirou em algo “característico” de Portugal, o sol. “Não queria fazer algo frio, invernal, como em Toronto, mas inspirado no calor maravilhoso deste país”. Há um breve silêncio, com olhares embebidos numa espécie de nostalgia antecipada, uma saudade que se instala antes sequer da partida. Dura três ou quatro segundos. Aida volta à carga. “Já a inspiração dela, foi um pug”.



VIII – Mosaico de desígnios

Para além do lado lúdico da atividade, o MosaicoLab ambiciona também apostar numa outra vertente, mais académica e dirigida aos artistas profissionais que pretendam aprofundar conhecimentos sobre essa arte ancestral. Com base nesse desígnio, a equipa pretende implementar um Festival do Mosaico. “Já esteve para acontecer, mas não houve um compromisso de fundos a tempo”, confidencia Humberto. “Já tínhamos duas mestres de mosaico italianas, que vinham desenvolver dois workshops e um seminário”, revela, deixando no ar a possibilidade. Talvez seja a próxima tessela deste MosaicoLab.


18 de janeiro de 2019

Publicado Decreto-Lei nº 9/2019 que cria o estatuto de "Jovem Empresário Rural"


Foi publicado hoje em Diário da República o Decreto-Lei que cria o estatuto de “Jovem Empresário Rural” (JER).

O jovem empresário, com este título, tem acesso a medidas e iniciativas de apoio ao investimento nas zonas rurais. Este Decreto-Lei pretende promover apoios e instrumentos aos jovens que pretendam instalar-se nos espaços rurais. Potencia o empreendedorismo no mundo rural, a criação de novas empresas e a fixação de jovens empreendedores nas zonas rurais, contribuindo para a dinamização económica e criação de emprego. 

Podem ser reconhecidos como JER qualquer pessoa (deve ter entre 18 e 40 anos, inclusive) e qualquer micro ou pequena empresa. 

Decreto-Lei n.º 9/2019 - Diário da República n.º 13/2019, Série I de 2019-01-18

15 de janeiro de 2019

Inscrições abertas para Estágios na Comissão Europeia


A Comissão Europeia propõe todos os anos dois estágios remunerados de cinco meses para 1300 estagiários, realizados em Março e Outubro.

O processo de candidaturas do primeiro estágio ocorreu no último trimestre de 2018. Neste momento, estão abertas as inscrições para o estágio de Outubro. O prazo para o envio de candidaturas termina no dia 4 de Fevereiro. 

Os estágios visam dotar os estagiários de experiência prática na elaboração das políticas da União Europeia (UE) num ambiente multicultural. 

Os estagiários vão trabalhar na Comissão Europeia/serviços/agências, principalmente em Bruxelas, mas também no Luxemburgo e em toda a União Europeia. 

A natureza do trabalho dos estagiários depende do serviço onde são colocados. A título exemplificativo, estes poderão ser recrutados no domínio da Lei da Concorrência, dos Recursos Humanos ou do Ambiente. 

O que pode esperar de um Estágio na Comissão Europeia?
  • Familiarizar-se com os procedimentos e as políticas das instituições europeias. 
  • Participar no trabalho diário da Comissão Europeia. 
  • Aplicação prática dos conhecimentos teóricos já obtidos. 
Saiba mais no website Estágios na Comissão Europeia.


14 de janeiro de 2019

16 janeiro | Coimbra | Turismo de Ar Livre - Novos Desafios de Aventura e Descoberta


No âmbito do Ciclo de Debates em Turismo de Ar Livre - “Novos Desafios de Aventura e Descoberta”, decorre no próximo dia 16 de janeiro, das 14h30 às 16h30 na Escola de Hotelaria e Turismo de Coimbra, uma sessão sob o tema “Turismo de Ar Livre – Novos Desafios de Aventura.

Esta sessão conta com a intervenção de Octávio Teixeira, mentor da empresa NÓMADAS – Turismo e Aventura.

Salienta-se que este Ciclo de Debates pretende potenciar o elo de ligação da Escola com as empresas de animação turística e turismo de ar livre, e ainda, fomentar a partilha de experiências e reflexão, permitindo aos participantes um conhecimento mais aprofundado acerca das atividades desta tipologia de empresas da região centro.

De participação gratuita e aberta a todos os interessados.

Mais informação e inscrições AQUI

10 de janeiro de 2019

Laboratórios de turismo equestre e industrial | 29 janeiro | Abrantes

A TAGUS – Associação para o Desenvolvimento Integrado do Ribatejo Interior vai receber na sua sede dois Laboratórios de Empreendedorismo Turístico, no próximo dia 29 de janeiro. A primeira sessão será às 9h30 e é dedicada à fileira das atividades equestres na região. Já a segunda, pelas 14h30, tem como público-alvo agentes interessados o desenvolvimento de iniciativas turísticas relacionadas com a indústria actual e histórica da região.

Estes laboratórios, integrados no projecto "Médio Tejo - Vive o Empreendedorismo", designam-se de “MoovOn”, e têm como objectivo incentivar os agentes locais a empreender na área do turismo, através destas sessões temáticas de debate e reflexão sobre as oportunidades e constrangimentos para o surgimento na região de novas empresas, negócios, parcerias, marcas ou serviços no sector; os desafios de empreender numa actividade económica complexa mas muito relevante para a economia regional e nacional; a importância do trabalho em rede; entre outros temas relevantes à dinamização do turismo na região. 

A participação é gratuita com inscrição obrigatória até 25 janeiro. Poderá ser efectuada através dos contactos da TAGUS -Tel. 241 106 000 | Tlm. 91 258 69 33 | email. joana.maia@tagus-ri.pt


9 de janeiro de 2019

Alvaiázere | 11 janeiro | Apresentação pública do concurso Parcerias para o Impacto para revitalização do Pinhal Interior


Portugal Inovação Social abriu um concurso ao abrigo do instrumento de financiamento Parcerias para o Impacto, que vai destinar 1 milhão de euros a projetos de inovação social que contribuam para a revitalização dos 19 municípios do Pinhal Interior, mais afetados pelos incêndios de 2017.

O aviso de abertura de candidaturas está disponível no Balcão 2020 onde as entidades se devem registar e submeter o formulário de candidaturas até às 18h00 do dia 28 de fevereiro de 2019

A apresentação pública do concurso vai realizar-se no dia 11 de janeiro, sexta-feira, às 15h00, no Centro Municipal de Cultura de Alvaiázere. 

A sessão contará com a presença da Ministra da Presidência e da Modernização Administrativa, Maria Manuel Leitão Marques, e do Ministro Adjunto e da Economia, Pedro Siza Vieira.

Consulte o Programa


4 de janeiro de 2019

3ª Edição Leiria Centro Exportador | 26 fevereiro | Leiria

Realiza-se no próximo dia 26 de fevereiro, a 3ª Edição do Leiria Centro Exportador, no Mercado de Sant’Ana em Leiria, sob o tema “Cadeia de Valor Global”. 

O Leiria Centro Exportador é um evento empresarial de grande importância para o centro de Portugal, e tem como objetivo o processo de internacionalização das empresas. O tecido empresarial da região centro de Portugal fica assim com a possibilidade de, num só dia e num só local, contactar com câmaras do comércio representativas de 4 continentes, com um conjunto de expositores dos mais variados setores e participar em vários workshops temáticos, conta com presença de 18 oradores de renome (que partilham know-how e experiências afetas à internacionalização das empresas), 22 Câmaras de Comércio, 2 Associações Empresariais, 11 Expositores, entre outros, agentes que promovem o networking e, por conseguinte, a concretização de negócios.



Consulte o programa e faça já o seu registo gratuito

Mais informações em http://leiriacentroexportador.com/


2 de janeiro de 2019

Sessão de Esclarecimento sobre OE 2019 | Anadia | 10 janeiro


O Município da Anadia em parceria com o Curia Tecnoparque e a Investe Anadia, promovem no próximo dia 10 de janeiro com início às 14h30 no auditório do Curia Tecnoparque uma sessão de esclarecimento sobre o Orçamento do Estado de 2019.


Programa

14h30   Boas Vindas
             Ricardo Manão | Vereador da Câmara Municipal de Anadia

             Breve apresentação das principais medidas constantes do OE para 2019                  
             Rosa Areias | Tax Partner

             As principais medidas no imposto sobre o rendimento das pessoas colectivas
             Ana Luísa Costa | Tax Director

            As principais medidas no imposto sobre as pessoas singulares
            Bruno Andrade Alves | Tax Senior Manager

            As principais medidas nos impostos indirectos 
           Hugo Salgueirinho Maia | Tax Director

           As principais medidas nos impostos sobre o Património
           Ana Reis | Tax Director 

           Justiça Tributária
           Francisco Castro Guedes | CCR Legal

           Encerramento
           Rosa Areias | Tax Partner
           Maria Teresa Cardoso | Presidente da Câmara Municipal de Anadia

As inscrições são gratuitas mas obrigatórias e podem ser efetuadas AQUI 

Para mais esclarecimentos por favor contacte Gab. Jurídico | Susana Neves | Tel: 234 302 498 | email s.neves@aida.pt