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17 de novembro de 2016

Horizonte 2020 | Pilar II - Liderança Industrial

Pilar II – Liderança Industrial
Investigação aplicada e demonstração de protótipos em TIC, Nanotecnologias, Materiais avançados, Biotecnologia, Processamento e Manufatura avançados, Espaço.

1. NMP+B - Nanotecnologias, Materiais avançados, Biotecnologias, Fabrico e Transformação avançados

Orçamento: 4,21 mil milhões EUR (2014 – 2020)

Na investigação e inovação em Biotecnologia o objetivo é desenvolver produtos e processos industriais competitivos, sustentáveis e inovadores e contribuir como motor da inovação em variados setores europeus tais como agricultura, alimentação, química e saúde. Outras fontes chave de inovação estão na interface entre biotecnologia e outras tecnologias facilitadoras e de convergência, em particular as nanotecnologias e as TICs, com aplicações em sensores e diagnóstico. 

Oportunidades/benefícios para as Empresas (PME incluídas):
Os possíveis encargos económicos das empresas europeias podem ser reduzidos pelo potencial dos processos biotecnológicos e dos produtos baseados em biotecnologia para reduzir as emissões de CO2. No setor biofarmacêutico europeu cerca de 20% das atuais medicinas aplicadas são derivadas da biotecnologia em que 50% são novas medicinas. A Biotecnologia també abre oportunidades para a exploração do enorme potencial dos recursos marinhos para produção industrial inovadora e aplicações na saúde e ambiente.

Assim, é fácil constatar que existem variadas oportunidades para empresas, incluíndo PME, nas tecnologias acima mencionadas.

OPEN CALLS

H2020 – EEB – 2017: 54,88 M € - de 19.09.2016 a 19.01.2017

CALL FOR ENERGY-EFFICIENTBUILDINGS

a) EEB-05-2017 - Development of near zero energy building renovation (5 – 7 M €)

Desafio específico:
O setor da construção representa cerca de 40% do consumo de energia da UE. A renovação de edifícios antigos oferece um grande potencial para reduzir esse gasto de energia. Baixando os custos energéticos para lares ao mesmo tempo que se aumenta o seu conforto não ajudará apenas a alcançar os objetivos ambientais da UE, mas também irá beneficiar a economia da UE e contribuir para o bem-estar social.

b) EEB-06-2017 - Highly efficient hybrid storage solutions for power and heat in residential buildings and district areas, balancing the supply and demand conditions (4 – 6M €)

Âmbito
As propostas deverão desenvolver dispositivos inovadores e avançados de armazenamento de energia de alta densidade, tendo como alvo o uso eficiente e o aumento posterior de energia renovável no ambiente construído, e demonstrando o seu valor em termos de flexibilidade dos sistemas de energia. Devem abordar tanto as aplicações elétricas como térmicas e serem capazes de atingir uma libertação rápida.

c) EEB-07-2017 - Integration of energy harvesting at building and district level (4 – 6 M €)


Âmbito
As propostas devem ter como objetivo a maximização da captação de energias renováveis (para aquecimento, arrefecimento, eletricidade, água quente sanitária, etc) na construção e numa escala distrital (por ex., exploração de grandes instalações de fontes de energia renováveis ​​e redes de aquecimento e arrefecimento). Os resultados da investigação deverão contribuir para a poupança drástica de energia e para a redução da emissão de CO2 e simultaneamente permitir a replicação massiva em edifícios de baixo consumo energético e em distritos com energia autossuficiente. O foco está numa instalação fácil e económica numa larga variedade de edifícios e adjacentes.

Nota: Encoraja-se uma participação significativa de PMEs com capacidade de I&D.

d) EEB-08-2017 - New business models for energy-efficient buildings through adaptable refurbishment solutions (0,5 – 1 M €)

Âmbito
As atividades devem focar-se na referência e na avaliação de modelos de negócio inovadores, avaliando diferentes pacotes de renovação permitindo a seleção dos mais atrativos e eficientes para diferentes tipos de edifícios (residenciais, rede de aquecimento/arrefecimento distrital) e condições climáticas, tirando a máxima vantagem do comportamento do usuário e “geo-clustering”.

2. ICT - Tecnologias da Informação e das Comunicações
Orçamento: 7,71 mil milhões EUR (2014 – 2020)

As tecnologias de informação e comunicação (ICT – Information and Communication Technologies) sustentam a inovação e competitividade numa ampla gama de mercados, públicos e privados, e em vários setores. As ICT permitem, também, o progresso científico em várias disciplinas.

O potencial dos sistemas de informação e comunicação está em crescimento exponencial, alimentado pela eletrónica, os microssistemas, as redes, a capacidade de dominar os sistemas ciber-físicos e robôs, o progresso no processamento de dados e as interfaces homem-máquina, cada vez mais poderosas.

Estes desenvolvimentos oferecem grandes oportunidades para a Europa desenvolver a próxima geração de plataformas abertas, sobre a qual uma multiplicidade de dispositivos inovadores, sistemas e aplicações podem ser implementadas.

Oportunidades/benefícios para as Empresas (PME incluídas):

O H2020 facilitará a criação de novas formas processuais/aplicações para os negócios em rede, bem como novas abordagens técnicas da aplicação das ICT nos processos fabris. Estas novas soluções permitirão uma riqueza de novos desenvolvimentos de negócios, em especial para as PME e vão contribuir para aumentar a competitividade, criar empregos e apoiar o crescimento. 

3. ARF - Acesso a Financiamentos de Risco

Orçamento: 2.842,34 milhões EUR (2014 – 2020)

As atividades deste tema são materializadas na iniciativa InnovFin – Financiamento da UE para Inovadores, que inclui soluções de dívida (empréstimos) e de capital (equity) nas áreas prioritárias europeias em política de investigação e inovação, para um mais diversificado conjunto de atores. 

Esta iniciativa pretende completar a oferta de subvenções dadas no Horizonte 2020, e desta forma complementar o ciclo de investimento em investigação e inovação. Nos seus mais diversos instrumentos são financiadas despesas de capital (infraestruturas físicas e protótipos), despesas em inovação, incluindo despesas comerciais e também despesas com I&DT. 

A operacionalização destes instrumentos é efetuada conjuntamente com o Banco Europeu do Investimento (BEI) e Fundo Europeu de Investimento (FEI). Os instrumentos destinados às PME estarão na sua janela do FEI intimamente ligados com a fase 3 do Instrumento para as PME (link para a página das PME).

4. PME - Apoio a Pequenas e Médias Empresas
Orçamento provisório – SME Instrument 2,30 mil milhões EUR
Orçamento provisório – Inovação PME 0,33 mil milhões EUR

O PQ Horizonte 2020 incentivará e apoiará a participação das PME de uma forma integrada em todos os objetivos específicos. Espera-se que esta abordagem integrada tenha como resultado que cerca de 20% do orçamento seja consagrado às PME.  Além da participação em todos os projetos em colaboração existirá uma medida específica para as PME, o SME instrument, bem como o apoio à implementação de um sistema de inovação. 

SME Instrument
O SME instrument, apoio dedicado às PME, representa uma nova abordagem ao apoio das atividades de inovação das PME, irá atrair mais PME ao Horizonte 2020, fornecer apoio a uma larga gama de atividades de inovação e ajudar a aumentar o impacto económico dos resultados dos projetos, pela sua abordagem focada nas necessidades internas da empresa e na sua orientação para o mercado. 

O SME instrument dá resposta às necessidades de financiamento de PME orientadas para a internacionalização e, particularmente, aos jovens empreendedores na implementação de ideias de potencial e risco elevado. Destina-se a apoiar projetos de dimensão europeia que conduzam a mudanças radicais na forma como os negócios são feitos (produtos, processos, serviços, marketing, etc.). Irá lançar as empresas em novos mercados, promover o crescimento e criar elevado retorno do investimento. O SME instrument abrange todo o tipo de PME inovadoras de modo a promover campeões do crescimento em todos os setores. 

Este instrumento é composto por 3 fases distintas mas interligadas e com um esquema de coaching e mentoring para os beneficiários, não existindo por isso obrigação das PME candidatarem-se sequencialmente às 3 fases. 

Fase 1: Viabilidade tecnológica, técnica e económica;


Fase 2: Projeto de inovação;

Fase 3: Comercialização.

As PME são convidadas a submeter propostas a este instrumento em qualquer altura em qualquer área dos desafios societais e das tecnologias facilitadoras e industriais do Horizonte 2020.

Promover a capacidade de inovação das PME
Existirão ainda atividades de apoio à execução que complementam as medidas específicas a favor das PME em todo o PQ Horizonte 2020 e que serão nomeadamente apoiadas com vista a promover a capacidade de inovação das PME. As organizações intermediárias que representam grupos de PME inovadoras serão convidadas a desenvolver atividades de inovação transsetoriais e transregionais com PME que tenham competências que se reforcem mutuamente, com vista a desenvolver novas cadeias de valor industrial. 

Apoiar a inovação orientada para o mercado
Finalmente, será prestado apoio especializado à inovação (por exemplo: exploração dos direitos de propriedade intelectual, redes de entidades adjudicantes, apoio a serviços de transferência de tecnologias, conceção estratégica) e a análises de políticas públicas relacionadas com a inovação. 

OPEN CALLS

H2020 – SMEINST – 2016 – 2017: 790, 91 M € - de 26.11.2015 a 08.11.2017
HORIZON 2020 DEDICATED SMEINSTRUMENT 2016-2017

Nota Este concurso está continuamente aberto tendo 4 fases de avaliação (cut-off), por fase e por ano: 

Propostas à Fase 1: 24-02-2016, 03-05-2016, 07-09-2016, 09-11-2016, 15-02-2017, 03-05-2017, 06-09-2017, 08-11-2017; 

Propostas à Fase 2: 03-02-2016, 14-04-2016, 15-06-2016, 13-10-2016, 18-01-2017, 06-04-201701-06-2017. 

Orçamento 2016: 353,400,000€ Orçamento 2017: 437,510,000€ 

a) SMEInst-01-2016-2017 - Open Disruptive Innovation Scheme

Desafio específico
O desafio é proporcionar apoio a um grande conjunto de Startups inovadoras de alto risco e PMEs no setor das ICT. O foco será feito nas empresas que proponham conceitos de ICT disruptivos, produtos e serviços que apliquem um conjunto novo de regras, valores e modelos que, em última análise, criem novos mercados (ex., ao combater o consumo) ou perturbem os mercados existentes. 

Objetivo: 3 ideias

1. Promoção de ideias disruptivas e inovadoras;
2. Apoio ao protótipo, validação e demonstração em condições reais;
3. Ajuda para uma implantação mais ampla ou para a absorção no mercado.

Os projetos a propor devem ter potencial para a inovação disruptiva e para uma rápida absorção no mercado. Será interessante, em particular, para empreendedores e jovens PMEs inovadores, incluindo startups que procurem um rápido suporte para as suas ideias inovadoras. 

b) SMEInst-07-2016-2017 - Stimulating the innovation potential of SMEs for sustainable and competitive agriculture, forestry, agrifood and bio-based sectors

Âmbito:
Deve ser dada atenção particular a:

- Inovações avançadas em Gestão Integrada das Pestes
- Produção e processamento de alimentos inovadores ao nível ecológico e de eficiência de recursos
- Redução de perdas e desperdício alimentar
- Criação de valor acrescentado a partir do desperdício alimentar e de produtos agrícolas.

c) SMEInst-10-2016-2017 - Small business innovation research for Transport and Smart Cities Mobility

Âmbito:
As PMEs são cruciais para proporcionar as inovações necessárias para uma maior, mais inteligente e sustentável mobilidade, para uma melhor acessibilidade e logística, servindo negócios e cidadãos, e assim um maior crescimento económico, num contexto onde a maioria da população vive em áreas urbanas e urbanizadas. Serão pertinentes para esta call, as ações para desenvolver novos serviços, produtos, processos, tecnologias, sistemas e suas combinações que contribuam para alcançar os objetivos do transporte e mobilidade europeus definidos no Transport White Paper de 2011. 

d) SMEInst-11-2016-2017 - Boosting the potential of small businesses in the areas of climate action, environment, resource efficiency and raw materials


Âmbito:
As PMEs inovadoras devem ser apoiadas e conduzidas a alcançar e a acelerar o seu pleno potencial de crescimento verde. Este tópico é dirigido a todos os tipos de economias inovadoras, PMEs em todas as áreas que abordem a ação climática, ambiente, eficiência de recursos e desafios de matérias-primas – incluindo mas não restrito às prioridades estratégicas de 2016-2017 de inovações ecológicas sistémicas e economia circular, soluções baseadas na natureza, serviços no setor do clima, fornecimento sustentável de matérias-prima, aproveitamento dos dados de observação da Terra GEOSS, herança cultural para um crescimento sustentado, e água – focando nas PMEs que mostrem uma forte ambição para o desenvolvimento, o crescimento e a internacionalização. Todos os tipos de ideias, produtos, processos, serviços e modelos de negócio prometedores, particularmente entre setores e disciplinas, para comercialização tanto no contexto business-to-business (B2B) ou business-to-costumer (B2C) são encorajados. 

e) SMEInst-12-2016-2017 - New business models for inclusive, innovative and reflective societies

Âmbito:
Um dos desafios principais é atrair negócio usando plataformas públicas para criar mais valor dado que os modelos atuais de negócio não exploram adequadamente os benefícios de participação e colaboração com o governo. Novas formas de criar, produzir, consumir, usar, educar, aprender, cuidar, mudar e viver são emergentes nas cidades europeias. Novas formas de explorar o património cultural material e imaterial são tornadas possíveis. Novas formas de criar serviços públicos inovadores, usando informação pública (“open data”) e serviços públicos acessíveis proporcionam novas oportunidades de negócio. PMEs desenvolvendo e adaptando novos modelos de negócio jogam um papel chave nestas transformações. O desafio específico abordado por este tópico é o de possibilitar às PMEs em setores novos e tradicionais, economia colaborativa e setores criativos, património cultural e economia social, tal como a criação de serviços públicos colaborativos para inovar e crescer para além das fronteiras tradicionais, através de novos modelos de negócio e mudança organizacional. 

6. FTI - Fast Track to Innovation
O instrumento piloto Fast Track to Innovation (FTI) dirige-se a propostas de ações de inovação ligadas a qualquer área de tecnologia. As calls FTI estão abertas em permanência (com a primeira cut-off date em 2015) e com uma aproximação bottom-up. 

Qualquer entidade jurídica pode participar e as propostas podem ser apresentadas em qualquer altura. A Comissão determinará três datas-limite por ano para avaliar as propostas. O tempo entre a cut-off date e a assinatura do contrato não pode exceder seis meses. O número máximo de entidades jurídicas que podem participar numa ação é 5. O montante de financiamento não deve exceder 3 milhões de euros. 

As propostas devem ser classificadas de acordo com o impacto, a qualidade e a eficiência da execução e excelência, com o critério de impacto a ter o maior peso. Fatores como a situação competitiva internacional devem ser tidos em devida conta quando se avalia o impacto de uma proposta a fim de permitir flexibilidade de acordo com as diversas especificidades em diferentes campos de investigação. 

Para mais informações consultar GPPQ